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domingo, 23 de setembro de 2012

E blues.



   A pista vazia e o som de tango. A pista cheia e o gelo seco. As mulheres bonitas e as pessoas esnobes.
E blues.
   Os dois mexicanos e a tequila. Os amigos mais próximos e a bebida. O sorriso no rosto e o primeiro passo.
E blues.
   A ausência e a alegria. A roupa de gala e boemia. A solidão e a fantasia.
E blues.
   Ai, solidão. Alô, sedução. Esgota-me a energia que já não aguento o jazz e a dança. Deixa-me mergulhar em triste azul. 
E blues.
   Toca estas notas graves e vazias, sopra-me o sax na alma. Ouço o som dos dados a quicar na mesa e risadas ecoando ao longe. Perdi sem nem saber o que me atingira, mas ora, ora... É um jogo. Nunca parei e pensei. Penso agora. 

Não dizem que azar no jogo é sorte no amor?

Amor...

E blues?

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