A pista vazia e o som de tango. A pista cheia e o gelo seco. As mulheres bonitas e as pessoas esnobes.
E blues.
Os dois mexicanos e a tequila. Os amigos mais próximos e a bebida. O sorriso no rosto e o primeiro passo.
E blues.
A ausência e a alegria. A roupa de gala e boemia. A solidão e a fantasia.
E blues.
Ai, solidão. Alô, sedução. Esgota-me a energia que já não aguento o jazz e a dança. Deixa-me mergulhar em triste azul.
E blues.
Toca estas notas graves e vazias, sopra-me o sax na alma. Ouço o som dos dados a quicar na mesa e risadas ecoando ao longe. Perdi sem nem saber o que me atingira, mas ora, ora... É um jogo. Nunca parei e pensei. Penso agora.
Não dizem que azar no jogo é sorte no amor?
Amor...
E blues?
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