Tu és o meu Diabo
Que me marca com a tua marca santa
E me devora com tuas presas de besta fera
És cada elo da minha corrente
E se me come as folhas, brota de nova a semente
Salgada bebida pecaminosa
Me tens na ponta da língua
Que numa vibração aciona um botão
De carne e nervo a flor da pele
Botão em flor de pele
Ah, sim! Ah, não! Sim, sim!
Tu és o meu Fausto
Que me atiça com uma cara santa
E não serve a si mesma num banquete para matar-me a gula
Mata-me é de luxúria. Desvairada! Absurda!
Num apelo surdo emudece-me o pranto do corpo
És na lenda, a ninfa que mente
E se te passo a perna, passo a mão e um ofegar inocente
Posso ouvi-la! Lúbrica e desavergonhada
Não a tenho em todo momento
Mas guarde-me um lábio, um seio e um gole de seiva
Bebo-te! Devoro-te! Espere-me!
Que ponho-te em pedaços, para consumi-la de quatro bocadas
E ao final se rebele.
Ah, não! Ah, sim! Contra mim! Venha a mim!
E ao final se rebele.
Ah, não! Ah, sim! Contra mim! Venha a mim!
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