Há ouro correndo no meu corpo preto e branco. E tudo dança numa balada setentista de imagens borradas.
Passado..
Me envenenou com seu charme ferino e torceu num nó apertado cada veia como os cadarços de um sapato velho e carcomido.
Ainda estou entorpecido. O ouro que correu nas minhas veias me fez pulsar e ferver, mas a noite terminou em preto e branco. As danças embaladas em músicas setentistas deixaram um punhado de imagens borradas e memórias nubladas que não me deixam esquecer.
Presente.
Me envenenou com um charme felino, um desejo ferino... Não sei se você sabe, mas me deixou torcido num nó apertado e meu eu insano veio a tropeçar e se perder.
E ao que possa parecer, assim queira cada parcela em mim. O ouro saiu das minhas veias me deixando vazio e frio e calado, mas pássaros azuis trouxeram minha voz de volta. Está tudo um tanto azul e as baladas de indie rock repuseram um punhado de esperança e memórias forjadas que me levam a observar.
Futuro.
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