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quarta-feira, 19 de novembro de 2014

Três Tempos

Há ouro correndo no meu corpo preto e branco. E tudo dança numa balada setentista de imagens borradas.

Passado..

Me envenenou com seu charme ferino e torceu num nó apertado cada veia como os cadarços de um sapato velho e carcomido.

Ainda estou entorpecido. O ouro que correu nas minhas veias me fez pulsar e ferver, mas a noite terminou em preto e branco. As danças embaladas em músicas setentistas deixaram um punhado de imagens borradas e memórias nubladas que não me deixam esquecer.

Presente.

Me envenenou com um charme felino, um desejo ferino... Não sei se você sabe, mas me deixou torcido num nó apertado e meu eu insano veio a tropeçar e se perder.

E ao que possa parecer, assim queira cada parcela em mim.  O ouro saiu das minhas veias me deixando vazio e frio e calado, mas pássaros azuis trouxeram minha voz de volta. Está tudo um tanto azul e as baladas de indie rock repuseram um punhado de esperança e memórias forjadas que me levam a observar.

Futuro.


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