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terça-feira, 8 de abril de 2014

Sobre insônia e risco

    Não, eu não consigo dormir. Tal qual aquela noite, mas desta vez mais distante. Aqui no escuro eu me predisponho a arriscar nem que seja pra reviver uma lembrança ou mergulhar numa esperança sem sentido. Mas na verdade estou aqui sentindo cada molécula agitar por você, gritar por você, ruir sem você. E dói. Como a sede implacável do vampiro que, insanável, consome pouco a pouco a sanidade. E dane-se a diferença de idade! Peço licença para entrar na sua vida, se me aceitar. E se não, peço perdão, pois estou entrando ainda assim.

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