Inventei o vento como quem vê, atento, o vazio aqui dentro esperando para suspirar.
Vendo o vai e vem enciumado de uma data vencida, me convenci a deixar passar.
Vã esperança, era a vez de uma tola memória apertar os ventrículos e soar como um ventríloquo a voz feminina no ar.
Vil amargor de ano passado, voltando aos olhos só para ver as lágrimas vaidosas lutarem para não cair.
Vai ver é sempre assim.
Vai ver que vencer não é esquecer, mas viver lembrando.
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