Ela me pegou de jeito.
Tudo bem, eu baixei a guarda porque quis e já sabia que ela estava me encantando. Estava encantando o lado poético, o lado romântico e fui me deixando levar. Fui cedendo e sacando que ela já me tinha nas mãos. E talvez ela estivesse nas minhas.
Bastou a canção certa tocar. O "agora não" se tornou um beijo e aí já era. Nós já sabíamos que aconteceria. Bastou a luz da sala apagar. O beijo no lábio virou um ofegar no pescoço. A vida virou do avesso, ou talvez ela tenha me virado do avesso. Ou vice-versa.
A intensidade - ou densidade - das memórias foram para mim algo como uma droga. Maldita, encheu minha cabeça com seus sorrisos, meio sorrisos, gemidos e tudo o mais que me pôs arrítmico, taquicárdico, apaixonado. E ai dela se der corda. Este relógio aqui tende a fazer as vezes de cronômetro, regressivamente contando o tempo para a explosão. Ai dela se der corda, que me enlaço, me perco, me apeteço... por qualquer pedaço de seus lábios.
E que lábios. E que boca. E que mulher.
Eu quero essa mulher.
Não obstante os pontos sem nós, a qualquer momento que estejamos a sós, entrego-me outra vez.
Não é o bastante essas pontas soltas, já não haverá outras, pois ela me encantou de vez.
Muito linda *-*
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