Pulsão vital.
A vida tem cheiro de tinta.
Tinta vermelha,
Sangue azul.
Como se estivéssemos resgatando
Nossa realeza
Em noites insones
Madrugadas das mais vívidas
E desregradas
Como se só agora tomássemos caneta
E papel
Para escrever e rabiscar e rasurar
Nossa história
Ora uma crônica, ora um romance
Contos concisos
Baladas transgressoras
Em todos os sentidos
Descaracterizando meu caráter
Sinto-me malévolo
E eu gosto
Como se faltar com a palavra
E com a honra
Tornasse mais perigosamente divertidos
Nossos pecados.
Enquanto nos contemos sem querer
E deixamos vir à flor da pele
Nossa libido.
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