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domingo, 10 de abril de 2011

Sonho de ser pássaro.

   E tanto quis ser pássaro, que um dia, pássaro se tornou. E voou e voou, tangenciando o horizonte, tendo sobre si nada mais que o céu azul; como fino cobertor as nuvens brancas de algodão e a linda terra como paisagem longínqua lá embaixo.
   Sonho e devaneio flutuante, dom belo do garoto sonhador, ao observar, tranquilo, a calma e a beleza do céu pós chuva, e os pombos, e as libélulas e as borboletas, como a admirar o mundo pela primeira vez; relembrando páginas envelhecidas da história de uma gaivota que quis ser mais, e foi, tornou-se mais e mais até ser mais pensamento que gaivota, ultrapassando os limites impostos por tradição e ignorância. Uma ave de luz e objetivo, a melhor no céu, indo tão alto que o horizonte tornava-se coisa pouca, coisa muita, infinita. Vastidão de azul e verde, se extendendo até tão longe que se mesclava ao céu, pois o sol tornava os dois azuis irmãos.
   E de repente encontra-se sorrindo sozinho, tendo um livro nas mãos, uma brisa no rosto e um céu, vastidão, à sua frente.

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