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quinta-feira, 7 de abril de 2011

Sou

Sou Páris, Heitor e Aquiles.
Não desisto de Helena, lutando por mim e contra mim.
Sou Id e Ego, assim:
Instinto e Pensamento, Intuição e Discernimento.
Sou Prometeu com o fogo e Epimeteu,
Dono da ação e do planejamento.
Impulso e hesitação, do merecimento que Cloto teceu,
Clareza e escuridão, ignorância e conhecimento.
Sou fogo e gelo, calor, frio e mudança...
Da permanência do passado, o complexo do presente e do futuro, a dança.
Esperança do bom e o pessimismo, preparo para o pior e o otimismo.
Paixão, amor e carinho, num só.
Sou puro e mesclado, achado e perdido,
Negro, branco e cinza, um caleidoscópio,
Como cem corvos negros e um anjo caído,
Tardio, sábio, velho, jovem e mergulhado no ócio.
Confuso e ponto.
Tic, toc, pronto.
Assim, em palavras e versos acerto
Minha existência não concluída.
Desconhecimento, errado, certo.
Fim, sem ponto final,
Pois só com reticências posso acabar isso tudo,
Afinal
...

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