segunda-feira, 26 de novembro de 2012
Jack in box
Abri o presente de natal com o ânimo de uma criança, mas só havia um palhaço na caixa. Um Zé inglês, tal de Jack. Corri daquela armadilha risível, sentindo um pesadelo invisível acompanhar meus passos. Nuvens cor de laranja surgiam-me aos cantos, escapando de arbustos. Só pude decair na hipnose de seus olhos e não pude ver a adaga que lhe surgia nas mangas.
Uma punhalada de veneno que corre direto ao coração. Alucinações confundiram-se com sonhos, aspirações de paixões francesas... Agora vejo clones dela em toda qualquer uma e sempre me decepciono ao ver seus rostos. Procuro suas lentes e olhos inteligentes.. Uma mecha de castanho escuro carmim. Tenho mesmo é de comprar um oráculo pessoal, para não deixá-la escapar. Óbvio que eu não poderia correr, não depois de um tiro crítico que o Cupido me acertou.
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Nenhum comentário:
Postar um comentário