"[...] Tirei o coração do bolso e percebi que ele já tinha umas marquinhas de cola. E que já tinha quebrado antes. E que alguém concertou. E que, nem eu, que usava o danado quase todos os dias, tinha notado isso.
Juntei os pedaços e percebi, sem lógica alguma, sem nenhum embasamento teórico ou argumento que o valha, que não importa se um coração foi partido. Enquanto puder ser consertado, vai transformar os dias mais simples em lindos vestidos verdes.
E lá estava ele. Antigo, surrado, colado e lindo.
Porque corações se desfazem e refazem como poucas coisas nessa vida.
E no final, como que por um milagre, estão quase sempre inteiros. [...]"
Poli Moura, do Plano Delta em:
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