"[...] Que
você a assuma. Que goste dela de verdade. Que nunca a engane nem
esconda seus verdadeiros sentimentos. Que não deixe que a ausência de
planejamentos o impeça de ser feliz. E que nunca a faça acreditar que
ela é a mulher da sua vida se você mesmo não tem certeza disso. Ninguém
merece uma felicidade por prazo determinado. Amor pela metade não é
amor."
(Sara Albuquerque)
Quanta genialidade minha amiga de coração consegue pôr em poucas palavras. Eu bem sei que ela escreveu tudo num tom muito cinza, mas isso não lhe tira nem um fio de verdade. Uma verdade que pode não ser universal, mas é a minha verdade também.
É por essa percepção que eu não canto sentimentos a torto e a direito. Não é timidez, não. Nem uma estúpida vontade de parecer forte ou insensível. É uma sabedoria simplista, poética e altruísta.
Não expresso nada do que não tenho certeza. Não acolho ninguém a menos que saiba ser para a vida inteira. Cuido bem do que cativo. Minhas afeições podem mudar de intensidade, de tom, até de sabor, mas nunca se desfazem.
Por isso discuto comigo mesmo, em pensamento, em sonho, em prosa e em verso. Onde o mundo pode ver ou onde ninguém pode escutar. Até a exaustão, eu me interrogo. Até que esteja gravado no aço dourado da máquina que pulsa no meu peito. Até minha pulsação seguir um ritmo que me renove ou me inove por completo.
Nunca fui de gostar pouco. Ou eu gosto muito, ou não gosto. Então quando assumo gostar, pode crer que gosto mesmo.
Quando amo, amo por inteiro. De verdade.
Porque ela está tão certa quanto se pode estar...
Amor pela metade não é amor.
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