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sábado, 11 de maio de 2013

O pior sorriso

   Pois é... Algumas vezes o tom de voz tem uma mensagem mais importante do que as palavras que são ditas.
   Os grilhões invisíveis e - pior que eles - as barreiras invisíveis criadas por algumas poucas palavras são como um sopro gelado para a alma feliz. E o que representa esse sopro?
    Não sei. Penso nisso sem conseguir desvendar essa mão gélida que aperta meu coração.
Sei bem: o sopro que apaga a vela reascende o que é para ficar. Anitelli me ensinou isso.
    O que não tenho mais certeza é se o que temos é vela ou chama viva para ficar. Sinto frio. Não frio fisiológico. Um frio mais profundo. Tento crer no melhor.
    Meu coração está palpitando. Um palpitar de ansiedade. De medo. Incômodo e insistente, nascido do meu inconsciente conhecer da minha sina.
   Sina de sofrer sempre que abro o coração.
É meio lógico, talvez. Quando o fogo se espalha, tudo consome. Nada resta. Não resta nada, meu amor.
   Só cinza.
   Preocupação é desculpa para desprezo? Não no meu mundo. Ainda que meu mundo seja um tanto louco. Ou completamente sem nexo.
   Ser direto sempre me destrói. Ou melhor, destrói aquilo que me cerca. O que dá no mesmo. 
O fogo só é bom quando não toca a pele.
   Será que o tempo cura a queimadura? Sera que o tempo leva o frio embora? Será que devo ir embora?
    Não sei de mais nada. Isso me enfurece. Fúria fria. Gelada. Apesar disso eu mando o meu pior sorriso. O mais sarcástico, claro. Pensando no sabor amargo da raiva e desfrutando dele.

Afinal... "Onde você pensa que vai?"

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