Em cada linha há um segredo, em cada vírgula há uma piscadela indiscreta, mas poucos olhos podem ver. Há de se ver além do comum, pois cada palavra tem uma tradução intrínseca e escondida em si mesma, mas só o interesse pode revelar o que jaz escondido por trás das cortinas.
Há um espelho narcisista nos meus escritos, imerso em cliques poucos. Há um eco ressoando entre minhas frases mais profundas, como o som reverbera pelos vales mais impossíveis de se mapear. Há nas letras primeiras de cada texto, a enumeração dos endereços e seus destinatários.
É necessária muita atenção, pois não há marcação que se veja sem que se procurar. Não há resposta para declaração que não seja feita. Não há verdade em incertezas.
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