Gostaria que minha memória nunca falhasse - de modo que cada cada erro e acerto ficasse gravado no fundo das minhas retinas.
Retomo essa vontade pelo simples fato de mergulhar numa retrospectiva de tudo que aconteceu até este exato momento, em que cada batida do meu coração tem um motivo a mais de existir. Em que meu pensamento retorna teimosamente para o mesmo sorriso, para os mesmos olhos, para um recanto aquecido dentro de um laço de braços. Um abraço que não me sai da lembrança.
Meu inquieto sono é repleto de sonhos de sabores variados. De pratos picantes e bebidas doces. E ela está sempre presente. Em cada sonho. Em cada devaneio. Em cada palavra que escrevo aqui nesse lugar sempre iluminado.
Meu inquieto sono é repleto de sonhos de sabores variados. De pratos picantes e bebidas doces. E ela está sempre presente. Em cada sonho. Em cada devaneio. Em cada palavra que escrevo aqui nesse lugar sempre iluminado.
Tento inutilmente me lembrar de cada momento desde aqueles vinte segundos de coragem insana, mas sou incapaz de recordar. Como se vinte séculos de emoções se agitassem num espaço tão curto de tempo.
A coragem não me abandonou nem por um momento. Sinto-me cada vez mais insano, também. Esqueço-me de muito, mas o que não se vai me engole por inteiro. Não há mais poesia minha que não esteja repleta de sentimento. Já não me pertenço mais. E por mais que eu tente olhar para trás, numa retrospectiva, não consigo saber quando me tornei tão entregue.
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