Maybe I want you. Maybe not. I am not sure. Yet.
Talvez eu ainda te deseje porque eu sempre quero a fruta mais amarga. Mas não tenho certeza. Talvez eu simplesmente seja ambicioso demais. Sem um motivo real, escolho sempre as mais espinhosas roseiras para recolher flores.
Ou talvez não tenha me satisfeito com os petiscos, e queira todo o banquete desta vez... A paciência é uma virtude que, talvez infelizmente, eu possuo. De um modo ou de outro, eu aprecio o perigo, eu me observo enquanto estou a me arriscar, bailando na beira do abismo. Louco? Talvez. Ou melhor, com certeza. Por inteiro, em cada fio de cabelo, completamente louco.
Assim como Ulisses, eu quero ouvir o canto da sereia, mesmo que ele me leve a perdição. Me prendo à bases firmes, à lógica e à indiferença, mas ainda assim, é um risco... que eu gosto de correr. Talvez plagiando nestas próximas palavras, roubando palavras de uma escritora homônima, 'arranjo desculpas para manter a fruta no liquidificador, e não promovê-la à jarra de cristal...'(Sam Albuquerque).
Incito teus sentidos, um toque, um olhar, apenas para assitir suas reações, como uma ave rara num zoológico. Mas de algum modo, sem gaiolas. Se vai, mas volta, como um gato sem dono. Ou uma gata... E me divirto com a capacidade que tens em ignorar isso tudo, jogando um xadrez tão bom, ou até melhor que o meu.
Mas já disse Caetano... "E se ela de repente me ganha?" Nunca estive atrelado à isso tudo, ou talvez estivesse apenas dentro de um furioso redemoinho, esquecendo que estava amarrado com uma corda, podendo a qualquer momento sair de lá. E eu saí, não saí? Só que, apaixonado pelo perigo, pulei de volta, dentro do olho do furacão.
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