Talvez eu esteja perto agora, talvez ainda esteja muito longe, fazendo coisas erradas. Não sei, nem quero mais. Prefiro continuar no escuro. Assim cada toque será seu e as vozes sem rosto podem ser seu sussurro distante. Cada uma que eu segurar a mão talvez seja você, talvez não, mas irei saber quando encontrá-la. Desse modo não haverá olhares reprovadores para os meus erros, nem testemunhas dos meus pecados, eu lidarei com eles quando chegar a hora. Assim também cada boa ação que eu fizer terá sido anônima, porque afinal eu não sou herói, nem tampouco vilão, eu ando sobre a linha tênue que divide os dois lados, tendo meu livre arbítrio para praticar o mal e o bem quando me convier.
Não terei códigos para me impedir de traí-la antes de conhecê-la. Talvez eu gaste toda minha cota de pecados antes de me doar por inteiro para ti. No mais, talvez ninguém saiba que fui eu que estava pecando no confessionário. Talvez, talvez.
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