Exército de Letras
Não quero repetir, só não quero estar parado, inerte... Vulnerável à fúria da minha criação. Como se eu estívesse criando o exército que vai me depor. Cada letra, um soldado, um peão, esperando para se voltar contra o rei. Malditas letras revolucionárias, querem me tomar o tabuleiro. Não que elas estejam erradas, talvez eu esteja realmente sendo um ditador sobre elas, exercendo minha vontade na criação dessas frases. Mas se elas tomam o controle, dizem o que não devem.
Simples assim, as palavras têm uma existência muito efêmera. Quando ditas, desaparecem no ar e na memória. Mas quando são escritas, enchem-se de arrogância, de egocentrismo. Elas começam a se escrever sozinhas, porque você não pode parar ou mudar, ou estragaria a história, quebraria a idéia.
Olha só, impedi que elas se escrevessem e o sentido sumiu...
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