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quarta-feira, 16 de março de 2011

Para não falar das flores...

  Diria amo-te, seria mentira, sem vergonha alguma. Não há destinatária para estas palavras, como não há para o amor por trás delas.
  Talvez eu deseje que uma de vós aceite e colha para si a paixão que o poeta perdido, que vos escreve, sente dentro de si.
  Se o meu existir e o coexistir, e todos os sorrisos, frases, olhares, presentes e flores, e flores, pois apenas para aquelas das quais mais gosto(e amo, e admiro e outros tantos 'e's) dou esta prova de humilde adoração. Se tudo isso insinuou minha paixão, então acredito, estas palavras são para ti.
  Mas as velas que vi sob minhas pálpebras naquele dia, não se resumiam à 9. Eram muitas, infinitas eu diria. Uma, seguida de duas, seguida de três, e quatro, e cinco... Formando uma pirâmide que denunciaria minha capacidade de me dividir para tantas. Só precisava dizer... 

Um comentário:

  1. Muito bom.
    Mostra claramente que vc é um eterno apaixonado, por onde passa espalha o sentimento, que é algo tão verdadeiro de ti para ti mesmo, e por isso as vezes e por vezes pode fazer confundir.
    É o dom do poeta, não se limitar.Isso é perfeito.

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