E se aquele casal caminhando lado a lado, logo a frente, pára num dia chuvoso, trocam olhares, sorriem, mas ao invés de dizer "adeus", dizem "e agora?".
Está chovendo. Mas este caminho de pedra, embora tenha o chão molhado de um lado, protege ambos da chuva forte. Um vento frio sopra e sopra, causando arrepios na pele dela, mas ele nada sente. Tão próximos, ela sente o calor dele, ele realmente está quente, quase febril. Ela sabe que todos os abraços que os dois trocaram foram inocentes, mas agora, no frio, ela lembra como era aconchegante. Mas se recusa a pedir. Ele está distraído, embora muito consciente da presença dela. Assumiu há muito que ela seria apenas sua amiga, mas nunca, NUNCA, sua amante. Já tivera experiências ruins o suficiente com esse tipo de situação, desfechos trágicos até.
Mas ele admite que gostaria de protegê-la como faria a um filhote. Ela parece firme, mas ele é sensível o suficiente para crer que ela gostaria disso. Os dois param, se olham por um segundo e ela diz: - Preciso ir.
Ele baixa a cabeça, por costume, respira fundo, e volta a olhá-la nos olhos. Ela pára e, sem ao menos saber o porquê, dá um passo a frente, e o abraça. E a chuva não permite que acabe aí.
Dedico o post pra Marcela Ayana, porque ela dedicou um pra mim, e o conto surgiu depois que discutimos um dela.
os textos do blogger andam muito molhados HAUAHUAHAHUHA. gostei, briigada !
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