Quebre seus limites, não se atenha ao real, não se comporte. Seja má. Até hoje esteve presa a conceitos pré definidos de limite, de bondade, de amizade. Nenhum dos seus amores amargos quebrou tantas regras quanto minha presença poderia quebrar.
O prazer do suave sofrimento é vicioso, mesmo quando não se prova dele por completo. Um gole basta, não há retorno.
Mergulhe no errado, no corrupto, no que não parece ter futuro. O que não daria certo, o que iria perder o controle no estopim, junte-se ao fraterno, tornando-o real, presente, saboroso, mesmo que pareça ser sonhador, ácido, sulfuroso.
Há, é claro, a certeza do infinito enquanto dure, e a fé no que dure até o infinito. Desejo apenas que o meio seja sublime ao ponto de tornar efêmero o grande final.
Aliás, espero que seja picante esta dualidade, uma quebra de limites perversa, para criar a mais familiar cumplicidade.
Intenso. Essa é a palavra que melhor resume seus escritos, e isso só ocorre pq em ti há uma alma sensível que consegue enxergar e por consequencia tocar e mexer profundamente no introspecto mais secreto do leitor (leitorA).
ResponderExcluirNão fuja desta linha mais ousada.