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quarta-feira, 16 de março de 2011

Fogo e Perfume

  De um lado, provocação, malícia, paixão e um toque de sarcasmo. Um espetáculo de fogo e luzes, atraente pelo risco, inquieto e inconstante. Tentador.
  Do outro, mistério, silêncio, distância e um toque de companheirismo. Uma caminhada vagarosa e ininterrupta, um avolumar de emoções indecodificável, crescente e duvidoso. Difícil de escapar...
  Minha cara psicoamadora torna a se impressionar com quem deveria conhecer tão bem, apenas por que eu quero demais. Mas eu não consigo impedir. Não me chame, porque eu iria. Eu iria. Não me provoque, porque eu vou gostar. Mas eu não posso. Não me agarre pela coleira, ela é frágil demais. Figurativa e literalmente.
  É uma corrupção tão doce que eu nem penso em largar, nem uma, nem outra. Embora saiba que nunca iria ter as duas, por respeito, não posso deixar de ambicionar ambas. Tudo se resume à uma espiral descendente de emoções sem controle, pensamentos sem sentido. Fogo e perfume, vinho e sangue, amor e paixão, eu e a guerra comigo mesmo.

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