Ana Maria, tua liberdade me encanta. Sei que não és nenhuma santa e isso me atrai ainda mais. Minha devassidão de pensamento curva-se à tua vontade, como o súdito ajoelha diante da majestade. Então ouço - pois - e obedeço: Se assim me ordenar, enlouqueço, apenas para te agradar.
Não sou bicho domesticado. Dona não posso ter, mas sirvo-lhe como o vento que passa leve, para suspirar e dar prazer. Mesmo que não me segure, nada para o fluxo do rio, pois do fogo sou calor e do gelo sou o frio. Vou-me tão certo quanto o sol poente, inevitável e calmamente. Volto quando quiser, mas em uma noite qualquer basta chamar meu nome e te obedeço, Ana Maria.
Saiba que gosto do meu reflexo, tanto ou mais quanto do teu sexo. Não entenda como repulsa, muito pelo contrário, gosto dos talhos que ficam em mim quando uma mulher me ama. Seja Maria ou seja Ana.
Nenhum comentário:
Postar um comentário