Me leve pra jantar, mas sem velas. Que de luz haja apenas a que o céu permitir brilhar. E se permita. E ame.
Me ame como se o mundo fosse acabar esta noite e, nesta noite, deixe o amor acabar. Deixe-o consumir. Vamos viver esse agora como a noite que sofre com a certeza da finitude. Que o sol seja um outro começo. Esqueça esse amanhã. Quando a manhã chegar, não sabemos quem seremos nós. E mesmo que tenhamos de ficar sós, estaremos eternizados na lembrança.
Que um fim o bastante seja tudo em cada dia. Que o para sempre seja um infinito de algumas horas. Assim tudo que importa é o agora.
E com isso dito, agora amamos.
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