Eu sonho com um mundo mais pacífico... Sei que é clichê, mas não consigo impedir minha revolta ao ver que nossos guardiões estão tão cheios de ódio quanto aqueles dos quais pretendem nos proteger.
Sua fúria rugindo em bastões negros que golpeiam corpos de alma sem sentido. Seus braços enforcando como cordas de cânhamo. Eles estão dominados por uma violência que nos surpreende.
O que rege esse jogo? Quem estabeleceu a raiva como regra, a paz como exceção? Que mente insana e embriagada?
E a violência é só o que se vê, pior mesmo é o que se sente. Porque o que eu percebo nos olhos dessa pequena Eva é Medo.
É medo que se tem ao sair na rua. É o medo do outro. É medo da moto que vira a esquina. É medo dos moleques que saem do estádio. É medo do traficante e do viciado. É medo do ladrão e da polícia. É medo do pai e do filho. Maldição!
Que sina é essa desse mundo 3.0? Que histeria é essa do terceiro milênio? Quem soltou Fobos nessa terra?
Alguém se esqueceu da gentileza e propagou essa praga. Nós, amigo, somos sobreviventes de um Clã que o mundo esqueceu. Cavalheiros, ainda que sem Távola Redonda. És abençoado, Bro. Te resta uma semente da maior virtude do homem. Sabe aquele cara barbudo de dois mil e treze anos atrás? Era isso que Ele pregava, é isso que Sua Igreja esqueceu, que Seus seguidores deixaram se perder, é isso que os homens precisam e que só um Lorde pode oferecer. Gentileza.
Um pensamento, ainda que passageiro, sobre o que precisam de nós. Uma pequena preocupação com o sentimento alheio. O cuidado para não ferir.
E daí então, quando não desejamos ferir, encerra-se a violência. E sem essa fúria, apaga-se o incêndio do medo. Fecha uma porta escura e exorciza o monstro do armário.
Adeus, Papão. Não precisamos mais de você.
P.S.: Feche a porta ao passar.
P.S.: Feche a porta ao passar.
Agradecimentos: Samara Albuquerque e Elivaldo Sapucaia
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