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quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

Sem preço



Eu te compro o que eu vendo
E sai de graça esse gracejo
Pra quem eu vejo me sorrindo.

Numa risada de quem manja
De todas as minhas manias,
E me imagina te amando,
Seja noite ou seja dia.

Música de verso e prosa,
Que não tem nota pra soar
Em corda de violão ou piano,

Pois quando desce o pano
E falta pão na mesa,
Eu chamo o nome dela.
Não é Maria ou Teresa
Nem mesmo Daniela.

Toca pra mim esse refrão,
Trilha sonora de novela
Das oito, pela janela
Antes ou depois do jornal.

Pode atrasar, eu não ligo...
Vinte minutos não fazem mal,
Pois afinal, o tempo se perde na conta,
De tão relativo que é,
Não aponta mês ou semana
Que encontro essa mulher.

Ela não é africana, nem tem rebolado espanhol.
Sem som de castanhola ou valsa francesa,
Essa plebeia baronesa, de nobreza italiana
Queimou minha paixão tão insana,
Que me embalou pra presente
E jogou-me no chão.



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