Os clarins tocavam e o círculo de espectadores se desesperavam diante do sorriso destemido do garotinho loiro de pé sobre o muro.
- Saia já daí - gritava o padrasto. Meneando a cabeça, Eros respondeu:
- Eu sou livre, homem. A vida é muito mais!
- Cala-te e volta que tu ainda tem escola amanhã, pirralho!
- De nada vale sobreviver apenas. - E pulou. E voou. Pois era livre de pensamento.
* * *
- Larga esse livro, João, o jantar tá pronto!
- Tá bom, Mãe, tô indo.
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