quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013
O Meu Elixir
Eu queria que eu pudesse derramar minha felicidade numa jarra de suco, sério. Eu não poderia conter minha euforia se eu pudesse jorrar essa alegria pra fora do meu ser num licor de luz prateada como a lua crescente lá fora. Com um cheiro salgado de mar e um gosto doce de morangos achocolatados, para que eu servisse quem eu amo.
Lavaria as lágrimas da minha paixão com esse elixir, limparia a tristeza do meu melhor amigo e regaria sua família com tolerância, perfumaria meu irmão de alma para que ele pudesse usar de sua gentileza para encontrar seu amor. Eu não conheço o egoísmo e mataria a fome de quem está na rua e misturando com café esse meu drink, aqueceria seus corações. Poria na mesa do café pela manhã acompanhado de torradas, esforçando-me para acordar ligeiramente mais cedo e serviria minha dama. Esse elixir eu ia drenar todo da minha alma, pondo em imensas caldeiras pra que o vapor fizesse nuvens douradas como a do garoto que nelas voava nos desenhos da minha infância.
Nem que eu tivesse de terminar seco e exausto, num sono de morte madura, eu morreria hiperbolicamente feliz e imortal.
Estaria chovendo Sam no mundo todo, em gotas de prata e ouro pra curar a mágoa desse mundo chamado Terra.
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